Obras de expansão da linha amarela do metrô iniciam em abril

Linha 4 será a primeira a ultrapassar os limites da capital paulista, estendendo-se até Taboão da Serra

Em junho de 2024, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, formalizou um aditivo contratual para a realização de estudos de viabilidade e a elaboração dos projetos executivos da extensão da Linha 4-Amarela do Metrô até Taboão da Serra, na região sudoeste da Grande São Paulo. As obras estão programadas para começar em 3 de abril de 2025, com uma cerimônia que contará com a presença do governador.

A estação Taboão da Serra será a primeira fora dos limites da capital paulista.
Crédito: Divulgação/Prefeitura de Taboão da Serra

Conforme anunciou o prefeito de Taboão da Serra (SP), conhecido como Engenheiro Daniel, o pontapé inicial será o início da demolição do prédio da antiga concessionária Sorana Sul, que foi recentemente desapropriada pela gestão estadual.

De acordo com a Secretaria de Parcerias e Investimentos do governo de São Paulo, o projeto receberá um investimento de R$ 3,4 bilhões, com a expectativa de que as novas estações sejam concluídas até 2028. A estimativa é de que a ampliação beneficie cerca de 100 mil passageiros por dia. A estação Taboão da Serra será a primeira fora dos limites da capital paulista.

“É um passo importante que damos com a celebração de mais um compromisso de expansão do metrô, levar o serviço para fora da cidade de São Paulo e atender a região metropolitana. Vamos interligar outras linhas para a população poder acessar a Linha 9 de trens e as Linhas 1, 2 e 3 de metrô. Quanto mais interligação, mais passageiros a gente traz para o sistema. Isso é fundamental para a mobilidade urbana em um sistema de alta capacidade muito mais eficiente”, afirmou Tarcísio durante a assinatura do aditivo contratual.

Mudanças na linha 4 amarela

Atualmente, a Linha 4-Amarela opera entre a estação Luz, no centro de São Paulo, e a Vila Sônia, na zona oeste. Com a expansão, serão inauguradas duas novas estações: Chácara do Jockey e Taboão, ambas situadas após a Vila Sônia. A expectativa é que juntas atendam cerca de 150 mil passageiros diariamente.

Hoje, a linha conta com 12,8 km de trilhos e 11 estações. Com a extensão, serão acrescentados mais 3,3 km, totalizando 16,1 km de percurso. A execução das obras ficará sob responsabilidade da concessionária ViaQuatro.

O tempo estimado de viagem será de 55 minutos, com conexões diretas aos terminais de ônibus das estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Butantã e outros pontos estratégicos da região. Além de melhorar a mobilidade urbana, a ampliação busca reduzir o tráfego nas rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt.

Documentação e desapropriação

Em dezembro de 2024, o Governo do Estado de São Paulo recebeu a Licença Ambiental Prévia para a extensão da rede metroviária até Taboão da Serra.

Em fevereiro de 2025, o governo do Estado publicou dois decretos de utilidade pública que determinam a desapropriação de imóveis para implantação da extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra. Os decretos incluem nove propriedades localizadas no município, incluindo o antigo terreno da concessionária Sorana, onde ficará a estação Taboão da Serra.

Método de escavação: NATM

Em um Relatório Ambiental Preliminar elaborado por WALM Engenharia e Tecnologia Ambiental para a Via Quatro em 2024, o método sugerido para a escavação desta nova linha é o NATM (Novo Método Austríaco de Tunelamento). 

“O NATM consiste na escavação sequencial do maciço utilizando concreto projetado como suporte, associado a outros elementos como cambotas metálicas, chumbadores e fibras no concreto, em função da capacidade autoportante do maciço. O método NATM é utilizado com sucesso na construção de túneis e estações subterrâneas de grandes dimensões. Uma de suas vantagens é a adaptabilidade da seção de escavação, que pode ser modificada em qualquer ponto, de acordo com as necessidades geométricas e de parcialização da escavação, que, às vezes, se torna necessária em maciços pouco competentes ou que estão sob forte pressão hidrostática. Nesses casos, outras medidas associadas à aplicação desse método são rebaixamento do lençol freático, revestimento prévio e as mais comumente usadas, injeções químicas ou de cimento”, explica o Metrô.

Fontes

Secretaria de Parcerias e Investimentos do governo de São Paulo

Metrô

Prefeitura de Taboão da Serra

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.



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