Como a taxa Selic a 13,75% afeta o setor da construção
Sem alterações desde agosto de 2022, índice prejudica desempenho na atividade produtiva
Em uma reunião realizada no dia 21 de junho, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu manter a taxa de juros Selic em 13,75% ao ano. Desde janeiro de 2021, o índice sofreu aumento por 12 vezes consecutivas, chegando ao patamar atual em agosto de 2022 e mantendo a porcentagem até hoje.
Mas em qual proporção a taxa, que é a maior em seis anos e meio, interfere na indústria da construção? De acordo com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a decisão de manter a Selic a 13,75% impacta diretamente o setor. Em nota oficial, a entidade diz lamentar que a taxa seja mantida, mais uma vez, nesse patamar “exorbitante”. “Isso está claramente afetando o desempenho da atividade produtiva no país, justamente ela que gera renda e emprego. Particularmente, a indústria da construção está sendo muito impactada por esse juro elevado.”
A CBIC afirma que deve revisar a projeção de crescimento do setor para 2023. “O cenário com menor pressão inflacionária, a melhoria das expectativas e a redução de incertezas com a aprovação do arcabouço fiscal pela Câmara dos Deputados demonstra que ou reduzimos os juros ou continuaremos a atrasar o crescimento do país.”
Dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais revelam que os lançamentos imobiliários recuaram 44,4% nos primeiros três meses de 2023 em relação ao 4º trimestre de 2022. Se a comparação for em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 30,2%. “A taxa de juros elevada é o principal problema que vem sendo enfrentado pelos empresários da construção civil”, diz a economista Ieda Vasconcelos, da CBIC. “É certo que no atual patamar a taxa desestimula os investimentos produtivos. O desempenho do mercado imobiliário reflete isso.”
Em relação aos dados do PIB referentes ao 1º trimestre de 2023, em comparação ao trimestre imediatamente anterior, a economista destaca que foi observada uma queda importante na construção civil: o setor, pelo segundo trimestre consecutivo, apresentou retração.
“De janeiro a março de 2023, o recuo foi de 0,8% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o que contribuiu para o recuo da Formação Bruta de Capital Fixo. Assim, a taxa de investimento do país, nos primeiros meses do ano, foi de 17,7%, enquanto em igual período do ano passado foi de 18,4%. Ou seja, os investimentos estão em compasso de espera“, explica a especialista.
Vale lembrar que, em 26 de junho, após a divulgação da ata da última reunião do Copom, e com a sinalização de que há espaço para o início do corte da taxa básica de juros a partir do próximo encontro (em agosto), o Boletim Focus revisou para baixo as projeções para a Selic, que passou de 12,25% para 12% ao ano, em 2023. O relatório manteve o índice de 9,5% para 2024 e de 9% para 2025, e baixou de 8,75% para 8,63% em 2026.
Fontes
Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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