Retrofit atinge Avenida Paulista de ponta a ponta
Em São Paulo, uma das ruas mais conhecidas do país passa por completa reforma. A revitalização vai do asfalto aos arranha-céus com mais de 50 anos
Em São Paulo, uma das ruas mais conhecidas do país passa por completa reforma. A revitalização vai do asfalto aos arranha-céus com mais de 50 anos
Por: Altair Santos
Uma das ruas mais conhecidas do país está passando por um completo retrofit. No chão, a prefeitura de São Paulo revitaliza calçadas e cria ciclovias em seu canteiro central. No alto, os prédios localizados na Avenida Paulista é que se submetem a revitalizações. Com muitos edifícios construídos entre os anos 1940 e 1970, as reformas atingem quase uma dezena de empreendimentos. A opção pelo retrofit se dá por três motivos: o alto custo para demolir e reconstruir obras novas, a burocracia para viabilizar novas edificações na região e a escassez de terrenos.

A Perkins + Will, escritório global de arquitetura e design interdisciplinar, lidera dois grandes projetos na Avenida Paulista, e que somam investimentos de mais de R$ 110 milhões. Um deles é o do Brazilian Financial Center (BFC), conhecido por ter abrigado por muitos anos a sede do Banco Real. A previsão de conclusão é em dezembro de 2016. Nos projetos em andamento, o processo de retrofit é utilizado para adicionar novas tecnologias às construções. “A estimativa de vida útil de uma edificação é de 50 anos. Com o processo de retrofit é possível proporcionar um novo ciclo de vida de mais 40 anos às construções”, afirma Douglas Tolaine, diretor de Design da Perkins + Will no Brasil.
O arquiteto explica que o universo de trabalho em retrofit é vastíssimo no Brasil. Além do aspecto cultural de preservação de patrimônio, também reforçam essa tendência a escassez de boas áreas disponíveis em locais estratégicos, aliado ao longo e burocrático tempo para as aprovações de projeto, a complexidade de demolição ou implosão de edificações em zonas consolidadas e o tempo de construção de um novo edifício. Além disso, as certificações para prédios verdes, voltadas para o retrofit, estimulam investir em reformas.

Economia energética de 30%
É o caso do edifício comercial Panorama Paulista. A reforma, concluída em 2014, esteve sob a responsabilidade do escritório Athié Wohnrath. A torre teve 80% de sua estrutura preexistente mantida por meio da conservação de lajes, vigas, pilares e elevadores. Já a fachada, totalmente reformulada, utilizou vidros de alta eficiência e brises de alumínio para atenuar a absorção de calor e o ofuscamento visual. Para adequar o edifício aos padrões de certificação LEED, o projeto ainda contou com a instalação de um sistema hidráulico para a redução em 30% no consumo de água.
Na Avenida Paulista, outro edifício que busca retrofit com certificação sustentável é o Paulista 2028. A reforma é viabilizada pela BNCORP – incorporadora especializada em empreendimentos comerciais -, cujo projeto inclui fachada com vidros de alto desempenho térmico, para minimizar o uso de ar-condicionado, além de dispositivos sanitários de baixo consumo para reduzir o uso da água em até 35%. “A adoção destas e outras medidas no Paulista 2028 devem gerar uma economia de aproximadamente 30% no custo de operação do edifício”, diz Nelson Mazzeo, gerente de marketing e incorporação da BNCORP. O plano prevê também a destinação do entulho e a reutilização de materiais.

Entrevistados
Escritórios Perkins + Will, Athié Wohnrath e BNCORP (via assessoria de imprensa)
Contatos
media@perkinswill.com
contato@awnet.com.br
relacionamento@benx.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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